domingo, 15 de novembro de 2009

O FIM DA CPMF

Opa, algum desavisado dirá que estou ultrapassado, que desde o ano passado não pagamos CPMF e que devo estar sem assunto para o blog. O fato é que nunca deixamos de pagar o imposto do cheque. Muito alardeado por políticos demagogos (isso é praticamente um traço de personalidade dessa 'espécime'), aqueles mesmos que quando estavam no poder criaram o imposto, e reclamado exaustivamente pelo governo, aquele mesmo que na oposição era contra, a CPMF não terminou. Apenas deixaram de recolher para o governo. Empresários, banqueiros, especuladores, enfim, todos que ganham dinheiro explorando o pobre consumidor, nunca deixaram de cobrar a CPMF, só que com a morte de quem nunca morreu, passaram a engordar seus bolsos. Ou alguém soube de preços terem diminuido após o governo ter sido impedido de cobrar o tributo?

Em Londrina vivemos um caos na área da saúde, bem maior do que no resto do país. Se alguém quer discutir sobre a qualidade do sistema de saúde pública nesse país continental, que assista ao documentário Sicko, de Michael Moore. Mas essa não é a minha intenção. Apenas quero dizer que em Londrina o governo municipal não tem repassado para os hospitais e médicos a verba que recebe do governo federal referente ao atendimento do SUS. Será um movimento de pressão para a volta da famigerada CPMF? O que estará por tras disso?

Por falar em volta da CPMF, ela é real e agora atende ao nome de CSS ou Contribuição Social para Saúde. Algumas diferenças entre a CPMF e a CSS: a 2ª será permanente; terão isenção os aposentados, os pensionistas da Previdência Social, seguro-desemprego, saques do fundo de garantia e do PIS, além dos trabalhadores que tenham renda inferior à R$ 3.088,00.

A oposição chiou, diz que a carga tributária é alta e etc, etc, etc. Lembrem-se, são os mesmos que governaram o país desde a reabertura democrática. O governo diz que é essencial e que sem essa verba a saúde pública vai piorar, não é possível financiar e mais blá blá blá. São os mesmos que durante todo o governo anterior sempre foram contra a alta carga tributária.

E nós, que ralamos e suamos para sobreviver, onde ficamos? Quem será por nós? O Chapolim Colorado? Nem mesmo ele, pois é um herói mexicano. Aqui por essas plagas nem heróis temos. Triste sina a nossa...

sábado, 14 de novembro de 2009

VITAL E SUA MOTO

A minha predileta, pena que não pude colocar o clipe original, que está no link
http://www.youtube.com/watch?v=InXqZoeCXY4&feature=fvw


HERBERT DE PERTO

Acabei de voltar do cinema. Fui assistir ao filme Herbert de Perto, uma espécie de documentário sobre a vida do frontman do Paralamas do Sucesso. Foi interessante lembrar de coisas que vivi, bandas dos anos 80, época em que o rock nacional estourou. Lembrei, enquanto assistia, ao que escutava na época, bandas gaúchas como Replicantes, Nenhum de Nós, TNT e Engenheiros do Hawai. Lembro que fui no primeiro show de Humberto Gessinger & Cia na baixada santista, ainda com Humberto na guitarra e o baixisa Marcelo Pitz, que saiu logo após o primeiro álbum. Até arrumei uma paquera nesse show, que era louca pelo Carlos Maltz, baterista da banda. Esqueci de falar que escutava muito Defalla, a minha banda predileta de Porto Alegre nessa época. Também escutava as bandas mais famosas, que tocavam nas rádios de todo o país, como Capital Inicial (meu primeiro disco comprado com o meu dinheiro ganho de umas aulas particulares de matemática, já fui bom nisso...), Plebe Rude e Legião Urbana, além da febre do final dos 80, os Titãs. Paralamas nunca fui muito fã, lembro de dizer, quando eles mudaram um pouco as características musicais e viraram o xodó da crítica, que eles eram bem melhores quando imitavam o Police. Mas também fui a um ou outro show deles.

Fiz esse preâmbulo, até de certo ponto longo para um blog, porque era nisso que eu pensava enquanto o filme corria na tela. Em se tratando do filme, confesso que me decepcionei. Esperava um pouco mais de detalhes do começo da banda e das bandas com quem eles conviveram no início. Até mostraram algo, mas de uma forma muito superficial. Focaram mais na recuperação e no exemplo de força de vontade e perseverança que Herbert teve para dar a volta por cima.

Uma coisa que me marcou foi a fala da mãe dele, comentando sobre quando o vocalista dos paralamas voltou do coma dizendo que havia encontrado com Lucy (sua esposa, que morreu no acidente que o deixou paraplégico) em um caminho e esta informou que não era para ele seguí-la, uma vez que ela havia morrido e ele teria uma missão e não poderia morrer nesse momento. Delírio ou não, diálogo romanceado ou não, achei uma passagem bonita do filme.

Para os fãs, imperdível, para quem curtiu os anos 80, idem. Para quem gosta de música boa, dou o mesmo conselho. E se queres assistir a um documentário bem feitinho, que mescla imagens do passado e do presente, vale a pena conferir.

domingo, 8 de novembro de 2009

RESILIÊNCIA

A palavra resilência é oriunda da física como sinônimo de transformar a energia de um problema em uma solução. Está aí no google, busque e verás isso como resposta ao termo. Hoje em dia, muito em moda na administração de pessoas, principalmente pela psicologia, como uma forma de buscar forças no sofrimento psiquico existente na organização do trabalho e no choque de culturas e valores nas relações de trabalho. De uma forma indireta, é a capacidade das pessoas se adaptarem às pressões e ao stress da vida organizacional moderna. A resiliência é então, a capacidade para superar a adversidade, um recurso de enfrentamento que permite transcender perdas e sobreviver ao stress.

As caracterísitcas que os resilientes apresentam são de otimismo, confiança, perseverança, habilidade para resolver problemas, flexibilidade. Legal. Mas como ser resiliente? É possível desenvolver essa preciosidade? Particularmente acredito que sim e o primeiro passo é ver os problemas sob uma ótica positiva, não se abater no primeiro revez, perseverar. Embora a resiliência tenha carga genética e dependa de um ambiente que forneça fatores de proteção.

Cada vez mais são cobrados resultados dos trabalhadores; como o perfil do trabalhador do presente e do futuro é de flexibilidade, facilidade para aprender, criatividade, perseverança (percebe a semelhaça com o resiliente?) entre tantas outras características comportamentais e capacidades que estamos cansados de ouvir, não é possível mais ter o controle absoluto sobre o trabalhador. Se o controle fosse o mesmo de 30 anos atrás, não seria possível desenvolver as características citadas. Portanto, aquele controle rígido não existe mais, porém, hoje o controle é sutil, é dado ao trabalhador a falsa autonomia de trabalho. É o que se convencionou chamar de controle da subjetividade. Assim, a culpa dos resultados negativos nunca é da empresa e sim do próprio trabalhador. Ele se cobra tanto que se sente culpado por não apresentar os resultados esperados ou por não ter o perfil que a empresa necessita.

Por que essa mutação no mundo do trabalho? Nossa, em poucas linhas será difícil explicar, mas a globalização geradora de uma concorrência voraz (nossa como utilizo adjetivos exagerados), moldou esse perfil. Dizem os marxistas que o capitalismo se transforma toda vez que se sente ameaçado. E para não perder espaço sofre mutações ao longo da história. Faz sentido.

SUBWAY TRAIN

E para quem curtiu, curte ou quer cohecer a banda que foi influência de diversas bandas que fizeram história no rock mundial, aí vai a original Subway Train.

EVERYDAY IS LIKE SUNDAY

EVERYDAY IS LIKE SUNDAY - II

Entre outras coisas, essa noite sonhei que estava dirigindo um carro e escutando o velho Mozza, aquele meu ídolo da adolescência, que mudou a minha vida. Para o bem e para o mal. E como não poderia deixar de ser diferente, em um domingo como esse, chuvoso e aconchegante, a trilha sonora ser essa música. O clipe original não foi possível incorporar, então posto essa ao vivo, que tem uma linda introdução de Subway Train (New York Dolls é foda!). O link está no post anterior a este.

Para quem quiser assistir ao clipe original, com os modelitos anos 80, basta abrir o link:
http://www.youtube.com/watch?v=NhdOQ5BnBys&feature=fvst

A letra exageradamente melancólica e triste, marca registrada do Morrissey, encantou e encanta os fãs de outrora e os novos.